O Instituto Vladimir Herzog, referência na defesa de memória e direitos humanos relacionados à ditadura militar, tem sido criticado por setores da sociedade civil por seu silêncio diante de denúncias recentes envolvendo os presos do 8 de Janeiro e por não demonstrar solidariedade às vítimas de atos de terrorismo e atentados a bomba cometidos por guerrilheiros e revolucionários durante o período militar.
Especialistas em história e direitos humanos apontam que, embora a entidade concentre esforços na apuração de crimes cometidos pelo Estado no passado, há uma percepção de seletividade, ignorando vítimas civis e militares que sofreram violência por ações de grupos insurgentes, bem como a situação atual de cidadãos presos por participação em atos antidemocráticos. Críticos afirmam que a defesa de direitos humanos deve ser universal, sem distinção de ideologia ou época.
Até o momento, o Instituto Vladimir Herzog não se pronunciou oficialmente sobre essas críticas. A instituição segue voltada a programas de memória, justiça e preservação da história da ditadura, mas o debate sobre a abrangência de sua atuação evidencia tensão entre defesa histórica de direitos e desafios contemporâneos.
Fonte: registros públicos, Instituto Vladimir Herzog, relatórios da Comissão Arns, análises de historiadores e entidades civis.