A decisão que levou à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a intensificar as críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes no comando dos inquéritos que investigam o ex-chefe do Executivo. Nas redes sociais, advogados, políticos e comentaristas acusam o ministro de agir com “frieza”, “insensibilidade” e “prazer no sofrimento alheio” — características que, segundo eles, configurariam traços de “psicopatia” no exercício do poder.

As declarações surgem em meio ao acúmulo de medidas consideradas extremas pelos críticos, como vigilância permanente, uso de tornozeleira eletrônica, bloqueio de bens, restrições de comunicação e, agora, prisão preventiva. Para opositores, a escalada das decisões não guarda relação proporcional com o risco jurídico real apresentado pelo ex-presidente.

Juristas independentes ouvidos nas redes apontam que os inquéritos conduzidos pelo ministro estariam ultrapassando limites constitucionais, especialmente pelo acúmulo de funções: investigar, acusar e julgar. Segundo eles, esse modelo concentrado permite que decisões de grande impacto sejam tomadas de forma monocrática e sem controle colegiado.

Aliados de Bolsonaro afirmam que há motivação política por trás das medidas e que a condução dos processos se tornou pessoal. A defesa sustenta que a prisão é ilegal e baseada em um inquérito já considerado concluído pela Polícia Federal.

Por outro lado, apoiadores do ministro alegam que as decisões seguem o entendimento do próprio Supremo e têm como objetivo preservar a ordem democrática. Ressaltam ainda que ataques coordenados às instituições configuram ameaça real e justificariam a atuação firme da Corte.

O debate acirrado evidencia o grau de polarização que envolve cada nova decisão relacionada ao ex-presidente. Enquanto manifestações populares ocorrem em diversas cidades, cresce também o questionamento sobre os limites do poder judicial e o risco de abuso de autoridade.

O Supremo Tribunal Federal não comentou as críticas até o momento.

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