O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se pronunciou após a operação policial realizada no Complexo da Penha, zona norte do Rio, que deixou ao menos 18 mortos, entre eles quatro policiais militares. Em tom firme, Castro defendeu a atuação das forças de segurança e afirmou que as ações visaram combater o poder das facções criminosas que controlam a região.
“De vítimas lá só tiveram os quatro policiais, e eu rogo a Deus pelas vidas deles”, disse o governador, destacando que o Estado não pode recuar diante do crime organizado.
A operação, que contou com o apoio da Polícia Civil, Polícia Militar e da Força Nacional, teve como objetivo prender integrantes do Comando Vermelho, facção responsável por ataques recentes a agentes de segurança e pelo domínio de rotas do tráfico de drogas. Segundo a Secretaria de Segurança, as equipes foram recebidas a tiros logo ao entrarem na comunidade.
Durante a ação, foram apreendidos fuzis, granadas, munições e drogas, além de veículos roubados. As autoridades afirmam que os suspeitos mortos estavam armados e participaram diretamente dos confrontos.
Apesar da gravidade dos crimes, a operação gerou críticas de entidades e ONGs de direitos humanos, que classificaram a ação como “desproporcional”. O governo estadual rebateu as acusações, afirmando que as forças de segurança agiram dentro da legalidade e que nenhum civil inocente foi ferido.
“A criminalidade não pode ditar as regras do Estado. Nosso compromisso é com o cidadão de bem que vive refém do medo e da violência”, completou Castro.
O episódio reacende o debate sobre a atuação policial em áreas dominadas por facções, e sobre a pressão de grupos nacionais e internacionais que questionam o uso da força pelo Estado brasileiro em operações de alto risco.
Enquanto a oposição critica a abordagem, apoiadores do governo defendem que o Estado não pode se omitir diante da escalada da violência e da expansão do tráfico, que há décadas desafia a soberania e a autoridade pública em comunidades cariocas.