A defesa de Filipe Martins criticou a condenação proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que não há provas da presença do ex-assessor na reunião de 7 de dezembro de 2022, apontada como central na acusação. Segundo os advogados, a decisão teria utilizado como elemento de sustentação um registro de corrida por aplicativo datado de 19 de novembro, o que, na avaliação da defesa, não teria relação temporal ou lógica com o fato investigado.
De acordo com a argumentação apresentada, dados de geolocalização de celular e registros de deslocamento indicariam que Filipe Martins não esteve no local da reunião mencionada. A defesa sustenta que essas informações comprovariam a ausência do réu no encontro e que, ainda assim, teriam sido desconsideradas no processo.
Os advogados afirmam que o caso evidencia divergência entre os fatos apresentados e a conclusão judicial, e defendem que o processo carece de provas diretas sobre a participação de Filipe Martins. O STF ainda não se manifestou publicamente sobre as críticas específicas levantadas pela defesa em relação aos fundamentos da decisão.