O deputado federal exilado Eduardo Bolsonaro afirmou, em entrevista concedida na noite desta terça-feira, que o deputado Hugo Motta estaria “vivendo sob coação” do ministro Alexandre de Moraes e da Polícia Federal. Segundo ele, essa pressão teria alterado a atuação do parlamentar dentro do Congresso e interferido em negociações políticas recentes.
Eduardo Bolsonaro declarou que a direita não tinha votos suficientes para disputar a presidência da Câmara e do Senado e, por isso, optou por integrar o “blocão”, o que garantiria à oposição quatro presidências de comissões. O deputado afirmou que lançar um nome próprio teria resultado em derrota e perda total de espaço interno.
Ainda de acordo com Eduardo Bolsonaro, o cálculo político era pragmático até o momento em que Moraes e a PF teriam passado a pressionar o pai de Hugo Motta, levando o parlamentar a mudar de postura e dificultar debates envolvendo pautas de interesse da oposição, como a anistia.
Até o momento, Hugo Motta, o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal não se manifestaram publicamente sobre as declarações.