A Dívida Pública Federal (DPF) superou a marca de R$ 7,2 trilhões, o equivalente a 73% do PIB, segundo dados oficiais mais recentes. O avanço contínuo do endividamento acende um alerta sobre a capacidade do governo de equilibrar as contas sem medidas concretas de contenção de gastos.
Somente com juros, o país desembolsa cerca de R$ 700 bilhões por ano, um dos maiores custos do orçamento. Apesar das promessas de ajuste, as projeções apontam para novo déficit em 2025, reforçando o cenário de deterioração fiscal.
O ritmo do endividamento também impressiona: a cada segundo, a dívida pública aumenta em aproximadamente R$ 10 mil, reflexo de despesas crescentes e receitas insuficientes para fechar as contas.
Especialistas apontam que, sem um controle real de gastos e reformas estruturais, a trajetória fiscal seguirá pressionada, afetando a confiança de investidores, o custo do crédito e o crescimento econômico.
A discussão sobre responsabilidade fiscal volta ao centro do debate, em meio às críticas ao que economistas chamam de “maquiagem fiscal” — práticas contábeis e ajustes temporários que não resolvem o desequilíbrio estrutural das contas públicas.