O Supremo Tribunal Federal (STF) caminha para uma decisão que pode tornar o deputado Eduardo Bolsonaro réu. O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, aponta que o parlamentar teria recorrido a sanções econômicas e restrições impostas pelos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras.
Mas o que está em jogo vai muito além das alegações formais. No Brasil de hoje, denúncias sérias, questionamentos sobre arbitrariedades e a defesa da Constituição e da democracia têm sido tratadas por alguns setores como crimes. Corrupção, lavagem de dinheiro ou “dólar na cueca”? Nada disso está no centro do debate. O que se busca criminalizar é a expressão de opinião, a contestação e a vigilância sobre o poder.
Essa inversão de valores preocupa. Democracia verdadeira não se constrói com censura ou intimidação de quem ousa questionar, mas com diálogo, investigação transparente e responsabilização real de quem comete irregularidades.
O Litoral reafirma: liberdade de expressão e fiscalização do poder são pilares da República. Transformar opiniões ou críticas em crimes é um retrocesso que nenhum brasileiro consciente pode aceitar. Defender a Constituição não é crime — é dever.