Jair Bolsonaro está, na prática, sequestrado pelo sistema. E o preço do resgate parece cada vez mais evidente: indicar alguém palatável ao establishment para disputar a Presidência em 2026. Está tudo às claras, diante de um país que assiste à política ser tratada como refém.
A mensagem é simples e brutal: se o ex-presidente insistir em apoiar um nome que desafie o poder consolidado, não haverá anistia, nem alívio judicial, nem trégua. E mesmo que venha o indulto, como no caso de Daniel Silveira, eles podem simplesmente decidir que não vale.
O jogo é de coerção e chantagem política, travestido de legalidade. O “sistema” — aquele que se alimenta do controle institucional e da submissão dos que ousam discordar — não perdoa quem rompeu o pacto da conveniência.
Resta saber se os possíveis nomes da “direita permitida” permanecerão 100% leais ao ex-presidente ou se cederão à vaidade do cargo e aos acenos de poder. Porque, no fim, a lealdade — e não o cálculo político — será o verdadeiro divisor de águas entre quem luta por princípios e quem apenas disputa posições.
O Brasil está diante de uma escolha: aceitar o sequestro político de uma liderança eleita por milhões, ou reagir em defesa de um princípio básico da democracia — a liberdade de escolha do povo.
O resgate pode até ser pago, mas o preço, no fim, será cobrado de todos nós.