A esposa do coronel da Polícia Militar do Distrito Federal, Jorge Eduardo Naime, afirmou nas redes sociais que a família ainda não conseguiu realizar visitas desde a prisão do oficial. Segundo ela, qualquer encontro com familiares depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com o relato de Mariana Naime, esposa do coronel, pedidos formais de visita foram apresentados, mas ainda não houve manifestação sobre as solicitações. Ela afirma que na última quinta-feira, data prevista para visitas, a família não conseguiu ver o coronel por falta da autorização judicial. Um novo dia de visita ocorreu nesta semana e, até o momento do relato, ainda não havia resposta sobre a liberação do encontro.

O coronel Naime foi preso no contexto das investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. À época, ele ocupava função de comando operacional na Polícia Militar do Distrito Federal. Investigadores apontaram possível omissão ou falhas na atuação policial durante os acontecimentos, hipótese que é contestada pela defesa, que afirma que o oficial não teve responsabilidade direta pelos fatos.

A esposa do coronel argumenta que a situação envolve um direito básico de presos — o de receber visitas familiares — e questiona se a demora na autorização não acaba se tornando uma forma de pressão psicológica.

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