A esposa do ex-procurador do INSS, Thaisa Hoffmann, permaneceu em silêncio durante depoimento à CPMI do INSS, ao ser questionada sobre os repasses milionários recebidos de empresas ligadas ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”.

De acordo com o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (AL), os valores teriam origem em companhias sem atividade real, incluindo a World Cannabis, que, segundo ele, “nunca vendeu um pé de maconha”. As transferências ocorreram no mesmo período em que o marido de Thaisa exercia função estratégica no órgão, responsável por liberar descontos e benefícios previdenciários.

A recusa da depoente em esclarecer os fatos aumentou as suspeitas sobre o suposto esquema bilionário de fraudes no INSS. Parlamentares defendem que as investigações avancem para identificar beneficiários, operadores financeiros e eventuais vínculos políticos do grupo.

O caso evidencia a necessidade de maior transparência e controle sobre os contratos e repasses dentro do sistema previdenciário, alvo de denúncias crescentes de corrupção e aparelhamento.

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