Terminou tensa e direta a reunião entre o senador americano Marco Rubio, o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA. Segundo fontes próximas ao encontro, Rubio foi enfático: não haverá avanço nas negociações sobre o tarifaço nem na aplicação da Lei Magnitsky enquanto o governo brasileiro não demonstrar progresso real no combate à opressão judicial.

Em outras palavras, o senador condicionou qualquer aproximação econômica ou política à restauração dos pilares democráticos — independência dos Poderes, liberdade de expressão e respeito às garantias civis.

A mensagem, ainda que diplomática, teve tom de cobrança. O governo americano exige sinais concretos de que o Brasil está disposto a conter o avanço do ativismo judicial e a limitar o poder de ministros do Supremo e do TSE sobre empresas e cidadãos.

Nos bastidores, a leitura é clara: a paciência de Washington com os abusos de autoridade no Brasil chegou ao limite. O alerta é que a parceria estratégica entre as duas maiores democracias do continente não prosperará enquanto decisões judiciais continuarem sendo usadas como instrumentos políticos.

A diplomacia chama de “recado firme”. Na prática, foi um ultimato elegante: sem liberdade, não há confiança — e sem confiança, não há negócios.

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