A Marinha dos Estados Unidos deslocou o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior e mais avançado navio de guerra do mundo, para o Caribe, em direção às águas próximas da Venezuela. A embarcação está acompanhada por navios de escolta, aeronaves e cerca de 4 mil militares, segundo o Departamento de Defesa norte-americano.

O movimento faz parte da maior mobilização militar dos EUA na região desde a Guerra do Iraque, com o objetivo declarado de reforçar o combate ao tráfico internacional de drogas. O grupo de ataque atua sob o comando do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), que coordena as operações americanas na América Latina.

O governo da Venezuela reagiu colocando suas Forças Armadas em alerta máximo e mobilizando aproximadamente 200 mil soldados, além de forças auxiliares e civis. Caracas considera a operação uma “ameaça direta à soberania nacional”.

Especialistas ouvidos por veículos internacionais, como The Guardian e Financial Times, afirmam que a escala da operação supera a de ações tradicionais de combate ao narcotráfico, podendo representar uma pressão política sobre o regime de Nicolás Maduro, em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Washington e Caracas.

A movimentação gera preocupação em países da América Latina, que temem uma escalada militar no continente. O governo da Colômbia, por exemplo, suspendeu o compartilhamento de informações de inteligência com os EUA em protesto contra o avanço do porta-aviões.

A Casa Branca ainda não confirmou quanto tempo o grupo naval permanecerá na região nem se haverá novas ações coordenadas com aliados. O governo venezuelano afirmou que acompanhará “cada movimento norte-americano com vigilância total”.

DESTAQUES