A fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a registrar números recordes durante o governo Lula, contrariando uma das principais promessas de campanha: zerar as filas para concessão de benefícios. Dados oficiais indicam um aumento de cerca de 271% no volume de pedidos pendentes, que já se aproxima de 3 milhões de requerimentos em análise.
O crescimento da fila ocorre apesar de medidas anunciadas pelo governo para acelerar a concessão de benefícios, como mutirões, pagamento de bônus por produtividade a servidores e uso ampliado de sistemas digitais. Na prática, porém, a demanda reprimida, a complexidade dos processos e a limitação de pessoal têm mantido o tempo de espera elevado para aposentadorias, pensões e auxílios.
Especialistas apontam que o problema estrutural do INSS se agravou com o aumento da procura por benefícios e a dificuldade de modernizar a gestão em ritmo compatível com essa demanda. O cenário reacende o debate sobre eficiência administrativa e sustentabilidade do sistema previdenciário, especialmente em um contexto de envelhecimento da população e pressão crescente sobre as contas públicas.