O empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foi citado em um depoimento encaminhado à CPMI do INSS, no qual é acusado de receber uma mesada de cerca de R$ 300 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. As informações foram prestadas à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, que afirma estar sendo perseguido pelo empresário.

Segundo o depoimento, além da suposta mesada, Antunes teria feito um pagamento de R$ 25 milhões a Lulinha — valor cuja moeda não foi especificada. O conteúdo veio a público em reportagem do Poder360 e foi confirmado por integrantes da CPMI.

Claro também relatou que Lulinha teria realizado viagens ao lado de Antunes, informação que já está em posse dos parlamentares da comissão. O tema deve ser discutido na sessão desta quinta-feira, quando os membros da CPMI devem avaliar eventuais novas convocações e medidas.

A comissão já havia tentado convocar Edson Claro anteriormente, mas o requerimento foi derrubado pela base governista. O episódio ocorre enquanto Lulinha, que se mudou para Madri no meio do ano, pretende permanecer no exterior até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As acusações seguem sob investigação, e não há, até o momento, comprovação pública dos pagamentos mencionados no depoimento.

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