Um relatório do LinkedIn passou a ser usado pela defesa de Filipe Martins para contestar a acusação de descumprimento de medidas cautelares que embasou sua prisão. Segundo o documento, não houve qualquer acesso à plataforma após setembro de 2024, quando o último login teria ocorrido ainda nos Estados Unidos. A informação contradiz a suspeita de uso indevido de redes sociais durante o período de restrições impostas pela Justiça.

Ainda de acordo com a defesa, Filipe Martins estaria em Ponta Grossa (PR) desde agosto de 2024, fato que reforçaria a tese de que não houve violação das cautelares. Os advogados sustentam que o relatório técnico da plataforma demonstra ausência total de atividade, o que colocaria em xeque a motivação da decisão que resultou na prisão.

O caso reacende o debate sobre excessos e fragilidade probatória em decisões envolvendo medidas restritivas no âmbito político. Para críticos, a prisão baseada em um ato que, segundo os registros, não ocorreu, aprofunda a percepção de insegurança jurídica e de seletividade na aplicação da lei, alimentando a polarização e a desconfiança nas instituições.

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