A denúncia que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acusado por um depoente da CPMI do INSS de receber pagamentos de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, já repercute em diversos veículos de imprensa, redes sociais e entre parlamentares. Apesar da gravidade do caso — que envolve suspeitas de recebimento de valores oriundos de golpes contra aposentados e pensionistas — a Rede Globo ainda não dedicou uma única linha ou minuto de cobertura ao episódio.

A ausência de noticiário chama atenção porque o tema reúne todos os elementos que normalmente ganham destaque nacional: investigação federal, depoimento formal à CPMI, suspeita de desvio de recursos de um dos grupos mais vulneráveis do país e conexões políticas relevantes. Ainda assim, o caso permanece fora do noticiário da emissora, o que tem gerado críticas quanto à seletividade editorial.

Para críticos, a postura reforça a percepção de que a cobertura política da emissora atua com dois pesos e duas medidas, silenciando diante de denúncias que envolvem aliados do governo e amplificando as que atingem adversários. Para outros, a omissão apenas aprofunda o descrédito que uma parcela da população já demonstra em relação à imprensa tradicional. Enquanto isso, as investigações seguem no Congresso e na Polícia Federal — mas não na maior emissora do país.

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