O governo federal adotou novas medidas para elevar e criar impostos de importação com o objetivo de aumentar a arrecadação em cerca de R$ 1,4 bilhão. A iniciativa ocorre em meio a dificuldades para fechar as contas públicas e tem gerado críticas de setores produtivos e de especialistas em economia.

As mudanças foram implementadas por atos do Executivo, sem apreciação prévia do Congresso Nacional, e atingem diretamente consumidores e empreendedores que dependem de produtos e insumos importados. Representantes do comércio e da indústria afirmam que o aumento da carga tributária encarece preços, reduz margens e compromete a competitividade.

Analistas avaliam que a elevação de impostos tende a tornar o Brasil menos atrativo no cenário internacional, afetando rankings de competitividade e pressionando a inflação. O impacto pode ser maior para pequenas e médias empresas, que possuem menor capacidade de absorver custos adicionais.

Críticos da medida apontam que, enquanto opta por elevar tributos, o governo evita discutir cortes de gastos, redução do tamanho da máquina pública ou privatização de estatais deficitárias. O debate sobre equilíbrio fiscal, eficiência do Estado e alternativas para o controle das contas públicas deve continuar no centro da agenda econômica.

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