O governo federal registrou um rombo de aproximadamente R$ 100 bilhões nas contas públicas entre janeiro e agosto deste ano, segundo dados do Tesouro Nacional. O resultado negativo ocorre mesmo com uma arrecadação recorde no período, que somou cerca de R$ 1,38 trilhão — alta de 8,4% em relação ao mesmo intervalo de 2023.

De acordo com o relatório, as despesas totais alcançaram R$ 1,48 trilhão, representando um aumento real de 7,1%. Os principais gastos foram com benefícios previdenciários, programas assistenciais, precatórios e créditos extraordinários.

Apesar de o déficit ser levemente menor que o registrado no ano passado (R$ 105,8 bilhões), economistas alertam que o valor ainda é elevado e pode dificultar o cumprimento das metas fiscais estabelecidas pelo governo.

O Tesouro Nacional destacou que o resultado reflete o aumento de despesas obrigatórias e os repasses a estados e municípios. Especialistas avaliam que, sem um controle mais rigoroso dos gastos, o país pode enfrentar pressão sobre a dívida pública e sobre a confiança dos investidores.

O Ministério da Fazenda afirma que mantém o compromisso de buscar o equilíbrio fiscal e que novas medidas de aumento de receita e contenção de despesas estão em estudo.

DESTAQUES