Alagoas encerrou 2024 com 43,05% da população endividada, segundo levantamento da Serasa Experian. O índice coloca o estado entre os mais endividados do Nordeste, refletindo o impacto da inflação, do crédito caro e da desaceleração da renda sobre o orçamento das famílias.
O estudo mostra que mais de quatro em cada dez alagoanos possuem algum tipo de dívida ativa, seja com bancos, varejistas ou concessionárias de serviços. Entre maio de 2024 e abril de 2025, 58,2% das dívidas negativadas foram quitadas ou renegociadas em até 60 dias, o que indica um esforço de recuperação, mas também a persistência de um cenário de endividamento elevado.
No país, 76,6 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em abril de 2025 — o equivalente a quase metade da população adulta. Os principais fatores apontados pelos analistas são o aumento do custo de vida, o endividamento com cartão de crédito e o uso crescente de crédito rotativo.
Especialistas alertam que o alto nível de inadimplência pressiona o consumo e limita a capacidade de retomada econômica, especialmente em estados com menor renda média, como Alagoas. O cenário, segundo a Serasa, exige políticas voltadas à educação financeira e renegociação de dívidas, além de medidas para conter a expansão do crédito caro.