O IBGE informou que a inflação anual no Brasil é de 4,27%, mas os números oficiais parecem destoar da realidade sentida pela população. Enquanto o governo divulga índices “baixos”, para captar recursos e manter seu funcionamento é preciso oferecer juros acima de 15% ao ano em títulos públicos.
O contraste revela um engodo estatístico: se os dados divulgados fossem precisos, o Estado não precisaria recorrer a taxas tão elevadas para financiar suas contas. Basta uma visita ao supermercado ou o acompanhamento de despesas básicas do dia a dia para perceber que o índice oficial não reflete a realidade do cidadão comum.
Essa discrepância não é apenas uma questão técnica, mas uma propaganda eleitoral disfarçada de dado econômico. Enquanto o governo tenta transmitir a ideia de estabilidade, os brasileiros enfrentam preços elevados em alimentos, combustíveis e serviços essenciais, sentindo na prática que a inflação é muito maior do que a divulgada.
Especialistas alertam que manter essa narrativa pode comprometer a confiança do mercado e o poder de compra da população, e transformam números em instrumentos de comunicação política, em vez de indicadores reais da economia.
No fim, o que o brasileiro sente no bolso mostra que a chamada “inflação oficial” é, muitas vezes, apenas uma versão conveniente para o governo, distante da experiência cotidiana da população.