O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, na política, a gestão de erros exige a identificação rápida de responsáveis. “Na política, quando você cometer um erro, você tem que encontrar um culpado. O sucesso do político está em, na hora que estiver alguma coisa errada, ele ter que anunciar um culpado imediatamente”, declarou.

A fala repercutiu por explicitar uma visão pragmática — e controversa — sobre a condução de crises no ambiente político. Para críticos, a declaração reforça uma lógica de terceirização de responsabilidades e comunicação orientada mais à contenção de danos do que à correção estrutural de problemas. Aliados, por outro lado, avaliam que o presidente descreveu uma dinâmica recorrente da política institucional, marcada pela pressão por respostas imediatas.

Especialistas em governança apontam que a gestão de crises envolve transparência, prestação de contas e correção de rumos, e alertam que a busca por culpados sem apuração adequada pode fragilizar a confiança pública. A declaração reacende o debate sobre accountability, liderança e a diferença entre assumir responsabilidades e atribuí-las em contextos de erro.

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