Enquanto o Brasil sepulta seus heróis de farda, o presidente Lula discursava na COP30 sem dedicar uma única palavra aos quatro policiais mortos no Complexo do Alemão. Nenhuma menção, nenhum gesto de solidariedade. Em vez de apoiar quem enfrenta o crime, o governo volta sua atenção para investigar a ação policial — como se o inimigo fosse o Estado, e não o tráfico que aterroriza as comunidades.
O silêncio de Lula diante das mortes dos agentes de segurança escancara uma inversão moral que se repete. Quando o policial cai, o luto é discreto, quase proibido. Mas quando o criminoso morre em confronto, o discurso vem pronto: “violência policial”, “matança”, “excesso”. O mesmo governo que nega blindados ao Rio agora discute auxílio financeiro para familiares de traficantes mortos — enquanto as viúvas e filhos dos policiais seguem sem apoio, sem voz e sem justiça.
O Brasil precisa decidir de que lado está: do policial que enfrenta o fuzil em defesa da sociedade, ou de um governo que transforma bandido em vítima.
Porque o verdadeiro massacre não está nas operações contra o crime — está em ver um país onde o trabalhador é esquecido e o criminoso é amparado.