O governo federal pretende aprovar a Medida Provisória 1303, que prevê a criação de oito novos impostos e taxas. A justificativa oficial é cobrir o rombo fiscal provocado pelo aumento desenfreado dos gastos públicos, mas, na prática, quem arcará com a conta é o consumidor e a classe média.
Especialistas alertam que a medida representa mais carga tributária sobre o cidadão, em um cenário de inflação elevada e poder de compra já pressionado. Com o aumento de impostos, setores produtivos e consumidores sentirão o impacto direto no bolso, enquanto o governo busca recursos para equilibrar contas sem cortar despesas.
A proposta reforça um padrão do atual governo: transferir ao povo o custo de uma gestão fiscal irresponsável. Economistas defendem que alternativas mais responsáveis seriam corte de gastos, revisão de benefícios e eficiência administrativa, em vez de sobrecarregar a população com novos tributos.
Críticos já se mobilizam para barrar a MP 1303, alertando para os efeitos de longo prazo no consumo, na economia e na confiança do mercado. A expectativa é que a pressão política e a mobilização social possam impedir a aprovação desse aumento de impostos sem justificativa concreta de racionalização fiscal.
O alerta é claro: mais impostos não resolvem o problema de gestão pública, apenas transferem o ônus do descontrole financeiro para quem produz, trabalha e paga suas contas.