Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social indicam que cerca de 331 mil estrangeiros recebem o Bolsa Família no Brasil, abrangendo beneficiários de 211 nacionalidades diferentes. A maior parte é composta por imigrantes vindos da Venezuela, que somam 205.526 pessoas, o equivalente a aproximadamente 61% do total de estrangeiros atendidos pelo programa.
Depois dos venezuelanos, os maiores grupos de beneficiários são naturais da Bolívia (25.227), Angola (14.031), Paraguai (12.731), Cuba (12.465), Haiti (11.751), Argentina (6.604), Colômbia (6.137), Peru (4.412) e Portugal (3.562).
Para ter acesso ao benefício, estrangeiros precisam cumprir os mesmos critérios exigidos dos brasileiros, incluindo registro no Cadastro Único, residência regular no país e renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa.
Com base no benefício médio mensal de cerca de R$ 680 por família, estimativas indicam que os repasses a estrangeiros podem superar R$ 2,7 bilhões por ano, valor que representa aproximadamente 1,7% do orçamento total do programa, que gira em torno de R$ 158 bilhões. Os venezuelanos concentram a maior parte desse montante, com custo anual estimado superior a R$ 1,6 bilhão.
Segundo especialistas, o crescimento no número de beneficiários estrangeiros está relacionado principalmente ao aumento do fluxo migratório nos últimos anos, especialmente de refugiados e imigrantes vindos da Venezuela, muitos deles acolhidos no país por programas humanitários.