Mesmo com arrecadação recorde ao longo de 2025, o governo Lula não conseguiu conter a deterioração das contas públicas. O crescimento da receita, impulsionado por aumento de impostos, retomada de tributos e maior carga sobre consumo e produção, não foi acompanhado por disciplina nos gastos. O resultado é um desequilíbrio estrutural: entra mais dinheiro nos cofres, mas o Estado gasta ainda mais rápido.

A trajetória das despesas revela a fragilidade do discurso fiscal do governo. Programas ampliados sem fontes permanentes de financiamento, expansão da máquina pública, aumento de subsídios e uso político das estatais pressionaram o orçamento. Mesmo com receitas próximas de patamares históricos, a dívida pública seguiu em alta, sinalizando que o problema central não é arrecadação insuficiente, mas a ausência de controle efetivo sobre o gasto.

Esse cenário aprofunda a desconfiança do mercado, encarece o crédito, pressiona juros e compromete o crescimento econômico. No fim da cadeia, quem paga a conta é a população, especialmente os mais pobres, afetados por inflação persistente, menor investimento e perda de oportunidades. A combinação de arrecadação recorde com contas públicas em deterioração expõe um governo que arrecada como nunca, mas administra como sempre.

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