O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou nesta quinta-feira (6) o prefeito afastado de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), investigado pela Polícia Federal na operação Copia e Cola, que apura suspeitas de irregularidades em contratos da área da saúde.
Em publicação na rede X (antigo Twitter), Boulos chamou Manga de “prefeito tiktoker” e afirmou que o caso representa “a cara do bolsonarismo”. “Rodrigo Manga, o prefeito tiktoker de Sorocaba, foi afastado hoje do cargo por acusações de corrupção com dinheiro da saúde. É a cara do bolsonarismo: fazer graça na rede social, chamar todo mundo de ladrão e ser mais sujo que pau de galinheiro”, escreveu o ministro.
O prefeito confirmou o afastamento e afirmou ser vítima de perseguição política. “Acredite se quiser, me afastaram do cargo de prefeito. O que a gente ouve de bastidores é que tentam tirar do jogo qualquer um que ameaça a candidatura deles”, disse Manga, que está em Brasília.
Com mais de 7 milhões de seguidores nas redes sociais, o prefeito se tornou uma figura popular, mas também alvo de polêmicas. Em maio, virou réu por improbidade administrativa, acusado de superfaturar R$ 11 milhões na compra de lousas digitais.
A declaração de Boulos, no entanto, gerou reações críticas. Para analistas e opositores, soa no mínimo contraditório que alguém com o histórico do ministro — conhecido por sua militância radical e por ter liderado invasões de propriedades durante sua trajetória no MTST — critique um adversário político em tom moralizante.
A polêmica reacende o debate sobre credibilidade, coerência e discurso ético na política, num cenário em que acusações e julgamentos públicos se tornaram armas constantes entre grupos rivais.