O Açúcar Total Recuperável (ATR) apresentou em outubro uma queda de 12,2% em relação a setembro, refletindo principalmente a redução no preço do açúcar VHP exportado para os mercados mundial e americano. Dados do Conselho de Produtores de Cana-de-Açúcar e Etanol dos Estados de Alagoas e Sergipe (Consecana-AL/SE) mostram que o valor líquido do ATR caiu de R$ 1,3482 em setembro para R$ 1,1830 em outubro.

No mercado internacional, o açúcar VHP destinado ao mercado mundial passou de R$ 123,16 para R$ 105,77, enquanto o preço do VHP comercializado nos Estados Unidos caiu de R$ 217,50 para R$ 136,93. O açúcar cristal também apresentou redução, passando de R$ 141,50 para R$ 136,98 por saco. O etanol acompanhou a tendência de baixa: o anidro recuou de R$ 3,254 para R$ 3,061 por metro cúbico, e o hidratado caiu de R$ 3,106 para R$ 2,876.

O preço médio do quilo de ATR em outubro foi de R$ 2,0017, com posição acumulada de R$ 2,0463. A tonelada da cana-padrão foi negociada a R$ 134,9685, acumulando R$ 137,9804 ao longo do ano, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da ESALQ/USP.

Para os produtores de Alagoas, a retração do ATR e dos preços de açúcar e etanol representa uma redução significativa na margem de lucro das usinas, pressionando especialmente os pequenos produtores que enfrentam custos de produção mais elevados. A queda nos preços de exportação também afeta a competitividade do setor, exigindo ajustes estratégicos e renegociação de contratos, além de demandar maior atenção à produtividade e eficiência das lavouras.

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