Silvinei Vasques construiu uma trajetória sólida e longa dentro da Polícia Rodoviária Federal (PRF), instituição na qual ingressou por concurso público em 1995. Policial de carreira, acumulou quase três décadas de atuação, passando por funções operacionais e cargos estratégicos de comando. Ao longo dos anos, chefiou superintendências estaduais, coordenou grandes operações e ganhou reconhecimento interno pela capacidade de gestão, disciplina e liderança em uma das forças mais capilarizadas do país.
Além da experiência prática, Vasques reúne um currículo acadêmico incomum no serviço público. É formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e possui graduação em Direito, Administração de Empresas e Segurança Pública, além de cursos de especialização em gestão, planejamento estratégico e operações policiais. Essa combinação de formação técnica e vivência institucional o credenciou, em 2021, ao cargo máximo da corporação: diretor-geral da PRF, função que exerceu durante o governo Jair Bolsonaro.
Apesar desse histórico profissional consistente, Silvinei Vasques passou a ser tratado como símbolo de uma narrativa política e acabou preso em meio a investigações de forte carga ideológica, sem que, até aqui, haja consenso público sobre provas materiais proporcionais à gravidade das acusações que lhe são imputadas. Para seus apoiadores, trata-se de um preso político, alvo de um processo de criminalização que ignora seu currículo, sua carreira e sua dedicação ao Estado brasileiro. O caso levanta questionamentos relevantes sobre garantias legais, devido processo e o uso do sistema de Justiça como instrumento de disputa política no Brasil contemporâneo.