O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o uso de moedas alternativas ao dólar nas transações internacionais, propondo negociar com parceiros comerciais sem depender da moeda americana. Para especialistas, a proposta soa mais como um discurso ideológico do que uma medida prática.

Enquanto defende blocos internacionais e soluções alternativas de moeda, o Brasil enfrenta excesso de impostos, regulação complexa e aparelhamento estatal que sufocam o próprio setor produtivo. Falar em “comércio livre” nesse contexto revela incoerência: o país limita suas empresas internamente, mas busca alternativas externas para escapar do dólar.

A iniciativa também destaca o apego do governo a modelos do século XX, onde o peso da ideologia muitas vezes sobrepõe-se à eficiência econômica. Mais de 90% das exportações brasileiras ainda utilizam o dólar, mostrando o desafio real de uma mudança dessa magnitude.

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