O esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS ocorreu principalmente em 2023 e 2024, durante o governo Lula, conforme confirmado pelo ex-diretor de Governança do instituto, Alexandre Guimarães, à CPMI do INSS. Estima-se que cerca de 4,1 milhões de beneficiários tenham sido afetados, com prejuízos que podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Guimarães esclareceu que os pagamentos feitos a empresas ligadas ao principal suspeito, Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, foram registrados como serviços de educação financeira, com emissão de notas fiscais, não caracterizando irregularidade pessoal. Mesmo assim, a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que os alertas sobre o aumento dos descontos a partir de 2023 não foram tratados de forma eficaz, permitindo que as fraudes se estendessem.
O caso evidencia falhas graves na governança e fiscalização do INSS, reforçando a necessidade de mecanismos mais rigorosos de controle e transparência para proteger aposentados e pensionistas, além da responsabilização das entidades envolvidas.