Nas eleições mais importantes da história recente do Brasil, 20,59% dos eleitores simplesmente não compareceram às urnas. Viajaram, foram ao interior, fizeram churrasco, ficaram em casa — qualquer coisa, menos votar.
E aqui está o ponto crucial: a maioria esmagadora desses eleitores ausentes não é de esquerda. É gente que, em sua maioria, rejeita o atual governo, critica a corrupção, reclama do país… mas na hora decisiva, cruza os braços.
A esquerda, por outro lado, trata o dia da eleição como um ritual sagrado. Chova ou faça sol, o eleitor petista acorda cedo, veste a camisa vermelha e cumpre o dever com disciplina. Para ele, o voto é um ato de fé. Ele pode não saber explicar o programa de governo, mas sabe exatamente onde e quando deve votar.
Enquanto isso, do outro lado, há quem diga:
“Ah, meu voto não muda nada.”
“Não compensa perder tempo.”
“Tanto faz quem ganha.”
É essa apatia que decide eleições. O erro não está no inimigo ideológico, mas na indiferença de quem poderia vencê-lo e escolhe o sofá.
Se você faz parte dessa turma, volte ao início deste texto e leia novamente — até entender.
Nas democracias, quem não vota, escolhe o vencedor mesmo assim. Só que deixa o outro lado decidir por ele.