Quem negocia de fato evita expor suas cartas à imprensa. Lula, ao contrário, não negocia: faz campanha com a pauta, transformando encontros diplomáticos em espetáculo eleitoral. A recente reunião em Washington com Donald Trump, que incluiu temas como comércio bilateral, tarifas e cooperação internacional, serviu mais para gerar visibilidade e marcar novos encontros do que para produzir resultados concretos. O encontro foi amplamente acompanhado pela imprensa, reforçando o caráter simbólico e eleitoral do ato.

O problema central é a falta de moeda negocial de Lula: nossas liberdades, atualmente nas mãos do STF, a quem seu governo se subordina. A recusa de Trump em comentar se trataria de Bolsonaro é interpretada por alguns como recuo, mas na prática é apenas uso estratégico de tarifas comerciais para pressionar politicamente o Brasil. O espetáculo continua, mas o resultado prático permanece limitado.

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