Após ter perdido espaço nas últimas semanas diante da CPMI do INSS e da operação no Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 120 criminosos, o debate sobre a anistia ampla, geral e irrestrita voltou a mobilizar parte da opinião pública e das redes sociais.
O foco da mobilização é o Projeto de Lei 5793/2023, que propõe conceder anistia a pessoas investigadas ou condenadas por atos políticos. Grupos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmam que o tema precisa ser pautado com urgência pelo Congresso Nacional, defendendo a medida como um “ato de justiça, pacificação e soberania nacional”.
Nas redes, manifestantes argumentam que há “prisões ilegais, perseguições políticas e censura”, cobrando dos deputados uma posição clara sobre o projeto. “O Brasil está olhando para vocês. Não há mais desculpas, nem espaço para covardia. O silêncio de vocês é cumplicidade”, diz um dos textos que circulam entre os grupos.
A proposta, de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), segue parada na Câmara desde 2023. Parlamentares da base governista afirmam que o projeto encontra resistência por tratar de casos considerados graves pela Justiça, enquanto oposicionistas defendem que o debate seja retomado como parte de um processo de pacificação nacional.
A pressão popular deve crescer nos próximos dias, com atos sendo organizados em frente ao Congresso Nacional em defesa da pauta.