Um grupo de repórteres do Pentágono pediu demissão coletiva e devolveu suas credenciais em protesto contra as novas regras de acesso impostas pelo Secretário de Guerra, Pete Hegseth, a pedido do Presidente Donald Trump.
As medidas foram anunciadas após uma série de vazamentos internos envolvendo relatórios confidenciais de segurança e comunicações estratégicas entre o Departamento de Defesa e a Casa Branca. O governo alegou que as informações publicadas por alguns veículos colocaram em risco operações militares e diplomáticas em andamento.
Entre as novas normas estão a obrigatoriedade de escolta em áreas não públicas, o uso visível de crachás com identificação completa e penalidades para jornalistas que divulgarem conteúdo classificado sem autorização.
Os repórteres classificaram as regras como uma ameaça à “liberdade de imprensa”. Já o governo defende que o protocolo visa preservar a segurança nacional e restaurar a confiança institucional dentro do Pentágono.
Mais do que um embate administrativo, o episódio escancara o conflito entre transparência e segurança — e reacende a pergunta: a liberdade de imprensa termina onde começa o sigilo de Estado?