O cenário político de 2026 ganhou novos contornos nesta semana após a divulgação de uma pesquisa Apex/Futura que coloca Flávio Bolsonaro à frente do presidente Lula no primeiro turno e em vantagem também em uma eventual disputa de segundo turno. O levantamento foi recebido como uma virada relevante na corrida presidencial, indicando mudança de humor do eleitorado e maior competitividade da oposição.

A reação do mercado foi imediata. O Ibovespa disparou e alcançou a marca histórica de 176 mil pontos, impulsionado pela leitura de que um cenário político mais previsível, com discurso pró-mercado e sinalização de responsabilidade fiscal, tende a atrair investimentos. Analistas destacam que o movimento também foi favorecido por um fluxo de capital estrangeiro considerado atípico, reforçando a confiança dos investidores no médio prazo.

O episódio evidencia como política e economia caminham juntas. Pesquisas eleitorais passaram a influenciar diretamente expectativas do mercado, sobretudo em um contexto de juros elevados e debate fiscal sensível. A combinação entre sinais de alternância de poder e percepção de mudança na condução econômica ajuda a explicar a euforia observada, colocando a eleição de 2026 no centro das atenções de investidores e agentes econômicos.

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