A mais recente pesquisa do Instituto Falpe revela que a disputa pelo Senado em Alagoas está acirrada, mas também expõe uma tendência importante: a perda de força do chamado “voto de cabresto”, historicamente associado a lideranças tradicionais do estado.
Os dados mostram Davi Davino Filho (26,5%) na liderança, seguido de Renan Calheiros (25%), Alfredo Gaspar (24%), Arthur Lira (22,75%) e Marina Candia (22%). Apesar da margem estreita entre os primeiros colocados, o levantamento aponta que o eleitor alagoano parece menos disposto a seguir orientações políticas locais e mais inclinado a decidir com base em opinião própria e avaliação de desempenho.
Analistas destacam que nomes como Renan Calheiros e Arthur Lira ainda dependem fortemente de estruturas partidárias e alianças regionais, características típicas do voto de cabresto — modelo de controle político que se apoia em favores e influência direta sobre o eleitor.
A ascensão de figuras como Davi Davino Filho e Marina Candia, ambos com forte apelo junto a públicos mais jovens e conectados, indica que a política alagoana passa por um processo de renovação, no qual o voto de opinião ganha espaço sobre o voto de dependência.
Se confirmada nas urnas, essa mudança poderá representar um divisor de águas no cenário eleitoral do estado, enfraquecendo práticas tradicionais e reforçando o protagonismo do eleitor consciente.