A Polícia Federal deflagrou a Operação Estágio IV para apurar suspeitas de irregularidades em contratos e repasses de recursos públicos, incluindo transferências do Governo de Alagoas ao Instituto IZM, ligado ao deputado estadual Lelo Maia. Segundo a PF, o instituto recebeu cerca de R$ 15,7 milhões entre 2024 e 2025. A operação cumpriu 38 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares, como a suspensão do exercício de função pública por 180 dias, determinadas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5).

As ordens judiciais foram executadas em Alagoas, Pernambuco e no Distrito Federal, com a participação de 170 policiais federais e 26 auditores. A Justiça também determinou o sequestro de bens, incluindo veículos e imóveis de alto valor, além da apreensão de dinheiro em espécie, em moeda nacional e estrangeira, e duas armas de fogo.

De acordo com as investigações, há indícios de favorecimento em contratos emergenciais firmados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) entre 2023 e 2025, envolvendo duas empresas — uma fornecedora de material hospitalar e uma construtora. As contratações diretas somam quase R$ 100 milhões e teriam resultado no pagamento de vantagens indevidas. A PF também apura desvio de recursos do SUS por meio de ressarcimentos superfaturados de consultas e procedimentos supostamente não realizados, estimados em mais de R$ 18 milhões, além de possível lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

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