Cerca de 94 milhões de brasileiros dependem de programas sociais do governo, como o Bolsa Família, segundo estimativas recentes. O número representa aproximadamente 44% da população, e não metade, como algumas declarações sugerem.
Especialistas afirmam que esses programas contribuem para reduzir a pobreza extrema, mas não substituem educação de base, qualificação profissional, geração de empregos formais e estímulo à produtividade, fatores que realmente promovem mobilidade social duradoura.
Dados do IBGE indicam que sem essas transferências de renda, a taxa de pobreza extrema em 2023 teria subido de 4,4% para 11,2%. Já o Ipea estima que cerca de 20,6 milhões de famílias ainda vivem em situação de extrema pobreza.
Enquanto os programas sociais auxiliam milhões de brasileiros, críticos alertam que a dependência prolongada pode limitar a autonomia econômica de beneficiários em idade produtiva.