Nove estatais federais já estão em situação financeira crítica e solicitaram aportes do governo para evitar desequilíbrios operacionais. Os pedidos de socorro somam mais de R$ 9 bilhões, pressionando as contas públicas em um cenário de baixa capacidade de investimento e aumento das despesas obrigatórias.

A Eletronuclear foi a mais nova estatal a solicitar recursos adicionais, juntando-se aos Correios, que recentemente pediram um aporte bilionário para fechar o caixa. A lista inclui empresas de setores estratégicos e de infraestrutura, todas alegando dificuldades para cobrir custos, honrar contratos ou manter a operação em níveis mínimos de segurança.

Especialistas avaliam que o crescimento dos pedidos de socorro indica fragilidade na gestão e aumento da dependência de repasses do Tesouro Nacional — que já enfrenta desafios com o déficit fiscal projetado para os próximos anos. Segundo analistas ouvidos por veículos econômicos, cada novo aporte pressiona ainda mais a meta fiscal e reduz a margem de manobra do governo.

O Ministério da Fazenda afirma que os pedidos estão em análise e que cada caso será avaliado individualmente, considerando impacto fiscal e relevância estratégica das empresas.

O tema deve ganhar força no debate público, já que o rombo das estatais se soma à necessidade de recompor investimentos, custear programas sociais e cumprir metas fiscais — um equilíbrio que tem se mostrado cada vez mais difícil.

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