Em um movimento diplomático inédito, a Rússia entregou aos Estados Unidos um relatório de 350 páginas com documentos desclassificados da era soviética, relacionados ao assassinato do presidente John F. Kennedy, ocorrido em 1963. A entrega foi feita pelo embaixador russo em Washington, Aleksandr Darchiev, à congressista republicana Anna Paulina Luna, da Flórida.
A documentação, extraída dos arquivos nacionais russos, inclui materiais que haviam sido transferidos pela União Soviética para os EUA durante o funeral de Kennedy. A congressista Luna afirmou que seu escritório recebeu o extenso documento pessoalmente do embaixador russo e que uma equipe de especialistas está traduzindo e revisando todo o conteúdo.
Luna, que tem defendido ativamente a divulgação pública de todas as informações relacionadas ao assassinato de Kennedy, questionou se o suspeito Lee Harvey Oswald foi realmente a pessoa que atirou e matou o presidente. Oswald, um ex-fuzileiro naval americano com visões de esquerda, viveu na União Soviética por quase três anos e se casou com uma russa, o que levou a KGB a coletar um dossiê sobre ele.
Embora a conclusão oficial dos EUA tenha afirmado que Oswald agiu sozinho, ainda há muitas hipóteses de que o assassinato pode ter relação com a CIA ou outras forças do governo.
Anteriormente, em 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou mais de 2.800 documentos relacionados ao caso. Em março de 2025, o governo dos EUA continuou a desclassificar cerca de 80.000 páginas adicionais de registros.
A entrega deste relatório pela Rússia representa um novo capítulo na busca por respostas sobre o assassinato de John F. Kennedy. A documentação agora está sendo analisada por especialistas, e espera-se que novas informações possam surgir, lançando luz sobre um dos eventos mais enigmáticos da história americana.