O novo Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela um dado preocupante: sete das dez cidades mais violentas do país estão localizadas em estados administrados pelo Partido dos Trabalhadores (PT). O levantamento, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que municípios da Bahia e do Ceará lideram o ranking das maiores taxas de mortes violentas intencionais (MVI) por 100 mil habitantes.

Entre as dez cidades com piores índices, estão Maranguape (CE), Jequié (BA), Juazeiro (BA), Camaçari (BA), Simões Filho (BA), Caucaia (CE), Maracanaú (CE) e Feira de Santana (BA). Todas apresentam taxas acima de 65 homicídios por 100 mil habitantes — números superiores à média nacional, que é de cerca de 20 por 100 mil.

A Bahia, governada por Jerônimo Rodrigues (PT), aparece com cinco cidades no ranking. Já o Ceará, sob gestão de Elmano de Freitas (PT), concentra outras três. Juntas, essas duas unidades federativas representam o retrato mais alarmante da crise de segurança pública no Nordeste.

Especialistas apontam que o crescimento da violência nesses estados está associado à expansão de facções criminosas e à disputa pelo controle do tráfico de drogas, agravada pela falta de políticas integradas de segurança e inteligência policial. Mesmo com investimentos bilionários em segurança nos últimos anos, a sensação de insegurança persiste.

A média das taxas de homicídios nos municípios nordestinos governados pelo PT ultrapassa 70 mortes por 100 mil habitantes, quase quatro vezes acima do patamar considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de até 10 homicídios por 100 mil.

Os dados expõem um desafio de gestão pública que ultrapassa fronteiras partidárias, mas que se acentua em regiões onde há histórico de domínio político prolongado. Bahia e Ceará estão sob comando petista há mais de 15 anos — período suficiente para avaliar resultados de longo prazo nas políticas de segurança.

Enquanto o governo federal aposta em programas sociais e controle de armas como eixo de redução da violência, o cenário nos estados nordestinos mostra que o problema é mais profundo e estrutural: envolve a ausência de repressão efetiva ao crime organizado, a fragilidade da polícia investigativa e a impunidade generalizada.

O levantamento reacende o debate sobre responsabilidade federativa na segurança pública e coloca em xeque a eficácia dos modelos estaduais que, mesmo com discurso de inclusão social, não conseguem conter a escalada da criminalidade.

DESTAQUES