O desabamento do prédio de oito andares no Residencial Maceió I, no bairro Cidade Universitária, que deixou três mortos e cinco feridos, evidencia problemas crônicos de infraestrutura, instalações irregulares e ausência de fiscalização adequada por órgãos competentes.
A suspeita inicial é de que um vazamento de gás tenha provocado a explosão. No entanto, especialistas apontam que construções irregulares, falta de manutenção e a ausência de inspeções periódicas agravam os riscos em edifícios residenciais. A Defesa Civil interditou seis prédios vizinhos por risco de colapso.
Engenheiros consultados ressaltam que edificações desse porte deveriam passar por fiscalização rigorosa em cada etapa da construção e contar com sistemas de prevenção de acidentes, como válvulas de segurança em rede de gás, saídas de emergência bem sinalizadas e manutenção elétrica e estrutural constante.
O episódio também levanta questionamentos sobre o cumprimento de normas técnicas e responsabilidades de incorporadoras e órgãos públicos. A tragédia de Maceió reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes e ações preventivas para evitar novos acidentes em áreas urbanas densamente ocupadas.