O novo filme de Wagner Moura, O Agente Secreto, teve um orçamento estimado em R$ 27 milhões, com financiamento proveniente de redes privadas, do governo federal e de governos estrangeiros. A produção estreia nos cinemas brasileiros em 6 de novembro.

O caso reacende o debate sobre a dependência da indústria cinematográfica nacional em relação ao financiamento estatal. Embora parte dos recursos venha de investidores privados, uma fatia significativa é oriunda de incentivos públicos — o que levanta questionamentos sobre a viabilidade de produções que não se sustentam sozinhas pelo retorno de bilheteria.

Críticos apontam que o modelo atual, que mistura dinheiro público e interesses políticos, acaba favorecendo artistas e produtores alinhados ideologicamente a quem ocupa o poder. Já defensores afirmam que os incentivos são necessários para manter viva a produção cultural no país.

A estreia de O Agente Secreto promete reacender a discussão sobre até que ponto a cultura brasileira é autossustentável — e até que ponto continua dependente do Estado.

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