No dia 5 de maio de 1821, Dom João VI retornou a Portugal, deixando o Brasil sob o comando de seu filho, Dom Pedro I. O movimento, à primeira vista administrativo, foi decisivo para o processo que culminaria na Independência brasileira no ano seguinte.

A decisão foi resultado da pressão da Revolução Liberal do Porto, que exigia o retorno da corte e a reorganização política do império português. Desde 1808, com a transferência da família real para o Rio de Janeiro, o Brasil havia conquistado maior autonomia, tornando-se sede do poder. Esse novo status incomodava as elites portuguesas, que buscavam reverter o protagonismo brasileiro.

Ao deixar o país, Dom João VI manteve Dom Pedro como príncipe regente. No entanto, as Cortes de Lisboa passaram a impor medidas que, na prática, visavam recolonizar o Brasil. A reação foi imediata: setores políticos e econômicos brasileiros passaram a defender a permanência de Dom Pedro e a manutenção da autonomia conquistada.

O cenário de tensão culminou no “Dia do Fico”, em janeiro de 1822, quando Dom Pedro recusou ordens de retorno a Portugal. Meses depois, em 7 de setembro, o Brasil declararia sua Independência, encerrando o vínculo colonial e inaugurando uma nova etapa na história nacional.

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