Policiais civis de Alagoas protestaram na manhã desta quarta-feira (14) em frente à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher 2 (Deam 2), no Salvador Lyra, em Maceió, contra as condições em que as delegacias da mulher da capital passaram a funcionar 24 horas. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), com a faixa “Sem estrutura não há proteção, chega de delegacias precárias!”.
Segundo o Cada Minuto e o Sindpol, a Deam 2 não tem alojamento feminino: o único quarto de descanso é dividido por homens e mulheres, e a porta não tem fechadura. Há um só banheiro para policiais, vítimas e presos, não existe cela para custódia temporária, as escrivãs dividem computador para registrar ocorrências e a fossa da entrada corre risco de desabar. Na Deam 1, no complexo de delegacias especializadas, o sindicato aponta infiltração, falta de pessoal, celas inadequadas e também falta de alojamento feminino.
O plantão 24 horas é exigido por uma lei federal de 2023. Em abril, a promotora Karla Padilha, do Ministério Público de Alagoas, foi à Justiça para obrigar o estado a manter as delegacias abertas sem interrupção e falou em “omissão do Estado”. Agora o MP cobra estrutura: “a forma como essa estrutura está acontecendo não se revela adequada”, disse a promotora, segundo o Francês News. O Sindpol entregou as denúncias à Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial e à Delegacia-Geral da Polícia Civil. As reportagens não trouxeram resposta do governo de Alagoas.