Dois dias após Lula acusar o TSE de ter lado, coligação dele pede suspensão do canal "Tropa do Flávio"
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

A coligação Brasil Pronto Para Mais, da campanha do presidente Lula (PT), pediu nesta quarta-feira (14) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o canal “Tropa do Flávio”, de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no WhatsApp, fique 48 horas fora do ar. Dois dias antes, Lula havia criticado o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, por suspender o canal “Exército do Lula”: “O que não pode é o presidente da Suprema Corte eleitoral ter lado na política”, disse na segunda-feira (12), no Palácio da Alvorada, segundo o Correio da Manhã.

Segundo a CartaCapital, a coligação quer para o canal de Flávio a mesma sanção aplicada ao “Exército do Lula” e alega que tratar os dois de forma diferente compromete “a igualdade de oportunidades entre os competidores”. O “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), foi suspenso por Nunes Marques a pedido da campanha de Flávio, que acusa o canal de espalhar informações falsas contra o candidato do PL. De acordo com A Tarde, a suspensão foi revista depois que a campanha de Lula registrou o canal na Justiça Eleitoral, e a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) também acionou o TSE contra o “Tropa do Flávio” pela falta de registro.

O PL informou o “Tropa do Flávio” ao TSE, segundo O Tempo. O canal tem cerca de 1,6 milhão de seguidores; o “Exército do Lula” passa de 4 milhões. O pedido da coligação ainda será analisado pelo tribunal. O segundo turno entre Lula e Flávio é no dia 25 de outubro.

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