Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre a concessão da Ceasa de Alagoas indicam que o aumento das taxas pagas pelos comerciantes pode ser repassado ao consumidor e encarecer frutas e verduras, segundo o AL102. Os documentos foram contratados pelo governo estadual por meio da Alagoas Ativos S.A. e enviados em 29 de outubro ao deputado estadual Delegado Leonam, que os pediu pela Lei de Acesso à Informação.
Na nota técnica de junho de 2024, a FGV calculou que as taxas de permissão de uso teriam de subir quase 80% para equilibrar receitas e despesas, sem contar investimentos na estrutura. Hoje, de acordo com o AL102, os valores são definidos por portaria estadual: R$ 25,50 por metro quadrado ao mês nas pedras de comercialização e R$ 11,75 na maior parte das lojas. Com a concessão, os aluguéis seriam negociados entre a concessionária e os comerciantes, e o Estado deixaria de poder reajustá-los. A FGV aponta que o contrato poderia prever cláusulas como índice de reajuste.
O projeto de lei 2.123/2026, do governador Paulo Dantas (MDB), autoriza a concessão da Ceasa à iniciativa privada por até 60 anos e foi aprovado em primeira votação na Assembleia Legislativa em 7 de outubro, segundo o TNH1. O governo diz que não pretende vender a Ceasa e que o projeto não é privatização; as condições atuais ficam garantidas por dois anos aos permissionários em dia, e depois a futura gestão definirá os valores. O governo também afirma que a concessão resolveria o passivo de infraestrutura do complexo.