A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) só vai liberar os dados bancários, fiscais e telefônicos do senador depois de conferir se o presidente Lula (PT) entregou tudo o que foi cobrado. O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) foi ao TSE nesta quinta-feira (22) com a advogada Maria Claudia Bucchianeri e anunciou que vai analisar a “completude” do material de Lula, que, segundo ele, ainda não estava disponível, informou a CNN Brasil.
Na quarta-feira (21), Flávio autorizou a abertura dos próprios sigilos dos últimos 20 anos, segundo a Agência Brasil, e apresentou ao tribunal 19 exigências, segundo a CartaCapital. A lista pede dados de empresas e familiares de Lula, como o irmão José Ferreira da Silva, o Frei Chico, registros ligados ao Banco Master e às fraudes no INSS, gastos do cartão corporativo e as entradas da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto. Lula havia autorizado na terça-feira (20) a divulgação dos seus dados dos últimos oito anos, desde que Flávio fizesse o mesmo.
Pela campanha de Lula, o senador Camilo Santana (PT-CE) disse que “o presidente não se opõe em absolutamente nada que ele colocou”, contanto que Flávio também abra os dados. O relator do caso no TSE é o ministro André Mendonça. O segundo turno é no domingo (25), e a formalização no tribunal não garante que os dados sejam analisados e divulgados antes da votação.