A líder da oposição venezuelana María Corina Machado anunciou neste domingo (25) que voltou à Venezuela, depois de quase dez meses fora do país e de pelo menos sete tentativas frustradas de retorno por ar, mar e terra. “Estoy aquí. Con ustedes” (“Estou aqui. Com vocês”), escreveu no X. Ela apareceu numa igreja de Barquisimeto, no estado de Lara, a oeste de Caracas, e foi aplaudida por dezenas de pessoas.
Machado deixou a Venezuela às escondidas em dezembro de 2025 para receber o Prêmio Nobel da Paz em Oslo. Segundo o Infobae, a primeira tentativa de volta foi em 26 de junho: o avião saiu da Virgínia, nos Estados Unidos, rumo a Curaçao e teve a autorização de pouso revogada em pleno voo. Em setembro, Curaçao, Bonaire e Aruba recusaram o pouso do avião particular dela, e uma travessia de barco a partir do Panamá foi cancelada por falha no motor. Como a Venezuela não renovou o passaporte da opositora, o Panamá emitiu para ela um documento especial de viagem.
Até a publicação da Euronews, o governo chavista de Delcy Rodríguez não tinha comentado o retorno. No início de outubro, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, desafiou a opositora: “O que a impede de vir? Que venha!”. Edmundo González Urrutia, candidato da oposição na eleição presidencial de 2024, confirmou que Machado está em território venezuelano. A Plataforma Unitária Democrática pediu unidade para uma transição pacífica, e Machado cobra que o governo marque a data da eleição presidencial. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esperar que ela esteja segura.