Reino Unido diz que Guarda Revolucionária do Irã quase certamente dirigiu plano contra base aérea
Foto: Toby Shepheard / Reuters

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse ao Parlamento nesta segunda-feira (12) que a suposta tentativa de ataque à base aérea de Fairford, no sudoeste da Inglaterra, foi “muito provavelmente coordenada no Irã” e “quase certamente dirigida” pela Guarda Revolucionária Islâmica. “Não vamos tolerar essas ameaças em nosso solo”, afirmou. A base foi usada por bombardeiros dos Estados Unidos em ataques ao Irã, segundo a Reuters.

O caso começou em 27 de setembro, quando cinco britânicos foram detidos perto da base; depois, mais dois homens foram presos, entre eles um britânico-iraniano. Segundo a AFP, todos foram soltos. A UPI informou que ninguém foi formalmente acusado até agora e que, cerca de uma semana após o episódio, os EUA retiraram 12 bombardeiros B-1 de Fairford. O governo britânico sancionou dois iranianos, convocou o embaixador do Irã e prometeu ampliar as sanções contra a Guarda Revolucionária.

Quase 30 países, entre eles EUA, Canadá, França e Alemanha, assinaram uma declaração conjunta que condena “os ataques violentos do Irã”, informou a AFP. O embaixador iraniano em Londres, Seyed Ali Mousavi, negou a acusação: “Teerã não teve nenhum envolvimento neste assunto e, se o governo britânico possui documentos ou provas que sustentem suas alegações, deve apresentá-los”, disse ele à agência estatal Irna, segundo a Reuters.

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